A melhor escola do mundo não é uma. São várias. Uma rede educacional inteira. Na Finlândia, primeiro lugar em qualquer disciplina escolar, os professores são estruturados desde o básico até a pós-graduação, requisito obrigatório para educadores de qualquer ciclo. Os alunos, a partir de uma certa época da vida estudantil, podem escolher quais matérias querem cursar com mais ou menos ênfase. Há predominância de escolas públicas (99%), tornando equalitária a educação e há reforço escolar para qualquer um que apresente dificuldades em acompanhar o andamento da turma.
Os alunos finlandeses também podem optar por idiomas estrangeiros, fora os dois já ensinados na escola. Têm aulas de ecologia, música e economia doméstica. Um dos maiores IDHs do mundo.
O material escolar, o transporte e a refeição são gratuitos e de qualidade.
Há a conscientização de que toda e qualquer profissão, por menos técnica que seja, exige uma qualificação básica, que dê condições para que todos cresçam na vida. O país é pequeno, com uma população no mínimo 30 vezes menor que a brasileira. Seu crescimento é estável e sua economia também.
Toda essa introdução foi só para mostrar a disparidade entre dois países. O Brasil, que está entre os menos alfabetizados do mundo, tem potencial para tornar-se uma Finlândia, já que há um evidente crescimento social e econômico, uma evolução de pensamento e atitude e um trabalho de estruturação da educação bem lento, mas que, se feito da forma correta, pode fazer o país ter um dos mais evoluidos sistemas de ensino do mundo.
Não se deve julgar o sistema educacional brasileiro. É muito fácil falar, quando não se age. Um dos maiores núcleos de ensino médico do mundo está aqui. Perde, evidentemente, para Cuba, país que, mesmo tendo passado 49 anos assolado por um regime comunista ditatorial, tem a melhor universidade de medicina do mundo.
Aqui, o mercado de trabalho está aberto e cheio de vagas. Só faltam profissionais competentes e preparados para ingressar neste universo. Nada que estudo dedicado não compense. Mesmo que a estrutura da escola não favoreça a capacidade do aluno, este é o total responsável por buscar evolução de ensino. Se ainda não tem discernimento para efetuar tal escolha, cabe aos pais ou responsáveis, cujo estudo decorre de uma época de excelente qualidade para o ensino brasileiro, escolher o que é melhor para quem tem um futuro pela frente.
Não podemos desacreditar o ensino brasileiro, temos que investir nele. Nada o governo fará se não lutarmos para que a educação melhore. Somente com o esforço da população que usufrui do ensino público o governo se conscientizará. É missão da população desempenhar atividades que visem trabalhar a consciência dos políticos. E é missão do povo também, trabalhar suas próprias mentes, a fim de quebrar preconceitos.
Na Finlândia, a escola pública é boa porque todos pensam positivamente e acreditam nela. E isso não é invenção da minha cabecinha imaginativa, é fato.
15 abril, 2008
A melhor escola do mundo
11 abril, 2008
O Museu da Língua Portuguesa é para todos
Neste importante museu, somos primeiramente conduzidos ao ambiente denominado “Praça da Língua”, onde há uma inserção do espectador no ambiente lingüístico. Antes de levados à tal praça, temos uma breve apresentação do museu e da língua portuguesa por meio de uma representação audiovisual em um auditório. A sensação após as duas apresentações é de real interação com o idioma.
Após a atividade ocorrida no terceiro pavimento, a Praça da Língua, temos a opção de visitar o acervo permanente, onde se pode interagir no beco das palavras, um lugar onde se une o radical das palavras aos seus prefixos ou sufixos, de forma a montar a expressão e descobrir seu significado e origem, por meio de um aparato digital interativo. Nesse mesmo acervo, um vídeo sobre cultura e a língua portuguesa é exibido em uma tela de 106 m. Há, ainda, tótens triangulares, com monitores que permitem ao espectador “brincar” com as palavras e uma linha do tempo da história da língua portuguesa e das comunicações.
No primeiro andar sempre há uma exposição temporária sobre um influente escritor da língua portuguesa. A atual, sobre Gilberto Freyre, é bem feita e didática. Trabalha com o visual nordestino para remeter o espectador às origens do sociólogo. É recomendável tanto para quem deseja conhecer mais sobre ele quano para quem já domina as obras e o estilo de Freyre.
O Museu da Língua Portuguesa é para todos. Um lugar acessível, não só pelos meios físicos, mas também por meios financeiros (R$ 4,00) e um passeio que, além de recreativo, é extremamente educacional e necessário.
Eu recomendo.
Se você já foi no museu e tem outra opinião sobre ele, poste um comentário!
Abraços para todos.
9 abril, 2008
A presidenciável. Será?
O presidente da República insiste na idéia de que Dilma Rousseff, atual ministra chefe da Casa Civil, é a pessoa mais apta em seu partido para tornar-se candidata à presidência da república. Pouco se ouviu falar dela nos anos áureos do governo FHC. Muito se ouve falar dela agora. Recentemente envolvida em um escândalo relacionado ao uso dos cartões corporativos na gestão presidencial psdbista (1994-2002), a ministra é figura carimbada nos jornais, diariamente. Eu humildemente assumo que, antes das Minas e Energia, na gestão lulista, nunca havia ouvido falar nela. Mas decidi mostrar um pouco da mais nova presidenciável.
Dilma é figura atuante na política nacional desde os anos 1960, onde lutava junto de forças esquerdistas independentes. Por um de seus mais notórios atentados, o roubo aos cofres paulistas na gestão do governador Adhemar de Barros, Rousseff foi condenada e presa nos órgãos militares da época. Diz ter sofrido pesada tortura. Entre 1970 e 1973, Dilma, assim como alguns de seus atuais parceiros políticos, foi duramente repreendida e oprimida.
Após casar-se com um militante político, passa a residir no sul e fazer lá sua vida política mais tranqüla, sem torturas, roubos ou prisões.
Por esse motivo, talvez, tenha tido pouca figuração na gestão tucana da década de 1990, já que, durante a década de 1980 atuava no sul integrando a secretaria de Minas e Energia do estado do Rio Grande do Sul e na década de 1990 deixa o PDT e filia-se ao PT, principal opositor do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Mas é possível perceber, tanto nas entrevistas atuais quanto nos registros históricos, que Dilma Rousseff é uma mulher ousada, que no passado desafiou generais, que mesmo quando não figurava tinha força política e hoje atua ao lado de Lula, outra curiosa figura que passou anos construindo uma imagem sólida para poder ser o que é hoje.
Não votei em Lula na última eleição. Anulei o meu voto. Realmente o cenário era triste e devo admitir que não sabia em quem votar. Admito também que me surpreendi com o atual presidente. Vi que fui preconceituosa com ele. Finalmente o país entrou nos eixos. Lógico, o Brasil caminha sozinho, com Lula ou sem ele, mas sua figura foi importante para que decisões fossem tomadas e para que a caminhada da nação fosse menos solitária. Dilma estava lá, em todos esses momentos. Apoiando-o, aconselhando-o, sendo a mãe dos pobres, dos famintos e do PAC. Mas essa é uma outra discussão.
Se a ministra for candidata, talvez eu vote nela. Mas ela deveria sorrir mais, você não acha?
E você, vai arriscar votar em alguém que pouco ri e que está sempre ali, figurando entre um escândalo e uma obra da campanha de crescimento do país? Acha Dilma presidenciável?
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Olá mundo globalizado!
Minha primeira evolução no mundo globalizado foi o e-mail. Não sabia como mexer e dependi de terceiros para aprender. Logo depois veio o Orkut, uma nova maneira de relacionamento interpessoal que demorei anos para manusear (troquei a foto mês passado, depois de mais de dois anos com a mesma). Agora o blog. Brilhante invenção que me fará sentir o espírito jornalístico antes mesmo de terminar o primeiro semestre da faculdade. Aqui se falará de tudo, se debaterá tudo, enfim, esse será o portal de diálogo da web, para amigos ou visitantes.
Comentem, me ajudem a melhorar cada dia mais. Critiquem, adoro críticas, são sempre construtivas.
Abraço.