O presidente da República insiste na idéia de que Dilma Rousseff, atual ministra chefe da Casa Civil, é a pessoa mais apta em seu partido para tornar-se candidata à presidência da república. Pouco se ouviu falar dela nos anos áureos do governo FHC. Muito se ouve falar dela agora. Recentemente envolvida em um escândalo relacionado ao uso dos cartões corporativos na gestão presidencial psdbista (1994-2002), a ministra é figura carimbada nos jornais, diariamente. Eu humildemente assumo que, antes das Minas e Energia, na gestão lulista, nunca havia ouvido falar nela. Mas decidi mostrar um pouco da mais nova presidenciável.
Dilma é figura atuante na política nacional desde os anos 1960, onde lutava junto de forças esquerdistas independentes. Por um de seus mais notórios atentados, o roubo aos cofres paulistas na gestão do governador Adhemar de Barros, Rousseff foi condenada e presa nos órgãos militares da época. Diz ter sofrido pesada tortura. Entre 1970 e 1973, Dilma, assim como alguns de seus atuais parceiros políticos, foi duramente repreendida e oprimida.
Após casar-se com um militante político, passa a residir no sul e fazer lá sua vida política mais tranqüla, sem torturas, roubos ou prisões.
Por esse motivo, talvez, tenha tido pouca figuração na gestão tucana da década de 1990, já que, durante a década de 1980 atuava no sul integrando a secretaria de Minas e Energia do estado do Rio Grande do Sul e na década de 1990 deixa o PDT e filia-se ao PT, principal opositor do governo de Fernando Henrique Cardoso.
Mas é possível perceber, tanto nas entrevistas atuais quanto nos registros históricos, que Dilma Rousseff é uma mulher ousada, que no passado desafiou generais, que mesmo quando não figurava tinha força política e hoje atua ao lado de Lula, outra curiosa figura que passou anos construindo uma imagem sólida para poder ser o que é hoje.
Não votei em Lula na última eleição. Anulei o meu voto. Realmente o cenário era triste e devo admitir que não sabia em quem votar. Admito também que me surpreendi com o atual presidente. Vi que fui preconceituosa com ele. Finalmente o país entrou nos eixos. Lógico, o Brasil caminha sozinho, com Lula ou sem ele, mas sua figura foi importante para que decisões fossem tomadas e para que a caminhada da nação fosse menos solitária. Dilma estava lá, em todos esses momentos. Apoiando-o, aconselhando-o, sendo a mãe dos pobres, dos famintos e do PAC. Mas essa é uma outra discussão.
Se a ministra for candidata, talvez eu vote nela. Mas ela deveria sorrir mais, você não acha?
E você, vai arriscar votar em alguém que pouco ri e que está sempre ali, figurando entre um escândalo e uma obra da campanha de crescimento do país? Acha Dilma presidenciável?
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Bom, não sou muito favorável a todos esse circo que sempre se arma às vésperas muito precoces de eleições. Visto o fato de nosso atual Presidente não poder ser reeleito, é iminente que ele faça apologia a algum candidato “ao seu gosto”.
Do meu ponto de vista, devemos ser cautelosos com relação às propagandas realizadas em épocas ainda tão distantes da hora da decisão, afinal, geralmente, os que muito se adiantam interrompem sua corrida pela presidência no meio da jornada, sempre envolvidos em escândalos e com “rabos presos” (o que, na minha opinião, fazem parte de um contexto um tanto sórdido e desleal da política).
Vamos procurar expor nossas idéias aqui com a finalidade de esclarecê-las e auxiliar na construção de um cenário político satisfatório para todos, afinal, faltam cerca de 3 anos e meio para ratificarmos nossas escolhas (claro, sem esquecer de que teremos um “ensaio” disso no final do ano!).
Comentário por Thiago Cerqueira — 11 abril, 2008 @ 7:56 pm
Dilma, presidenciável? Não sei. Um bocado de tempo atrás, Roseane Sarney o era. Um escândalo (feio, porém esquecido, visto que ela é senadora hj!) colocou tudo a perder. Era véspera de eleição.
O passado político de Roussef converge com o passado político de muitos integrantes do pt, psdb, etc, etc. Ela militou no VAR-Palmares? José Genoíno tmbém. E um escândalo colocou tudo a perder.
Ela foi presa, sofreu tortura e o escambau? Olha só! José Dirceu também! E outro escândalo (ou seria o mesmo?) e pimba! Já era!
Me causa náusea esse termo “presidenciável”. Achei que nossa sociedade sofria uma espécie de “quebra das utopias” e no meio das minhas reflexões vi Lula se reelegendo. Talvez a “cegueira” (parafraseando Saramago e o Meirelles)tenha tomado conta da gente.
Passaremos por mais um ciclo de desesperanças, e no meio do turbilhão, um número considerável de presidenciáveis. Temos tempo pra ver tudo isso acontecer.
Enquanto isso e, como vítima de um passado terrível, a nossa Ministra poderia agir em favor da abertura TOTAL dos arquivos da Ditadura. Nossa sociedade agradeceria.
Comentário por Adriana — 5 maio, 2008 @ 5:22 pm